Outra gripe

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Gripe suína

Como se não bastassem a crise econômica e o avanço do Taleban em direção a armas nucleares, agora temos a gripe suína para nos tirar o sono. A praga se espalha a partir do México. Não passa mais só dos suínos para humanos. Agora ela também passa de humanos para humanos, e vai sofrendo mutações a cada infecção.

Eu nunca participei de nenhuma especulação financeira. Nunca apoiei e nem pretendo apoiar o Taleban. E posso dizer cheio de orgulho: por mim, porcos não seriam tratados como mercadorias, criados e abatidos industrialmente numa orgia de sangue e sofrimento. Eu não como carne.

Todo mundo parece ter esquecido da doença conhecida como “vaca louca”. Até outro dia ela estava apavorando todo mundo. Você se lembra da febre aviária, que foi contida, mas ameaça toda hora explodir de novo? Agora é a gripe suína. A lógica da indústria pecuária/frigorífica cria essas doenças. Animais produzidos aos montes para o consumo humano geram problemas aos montes. Mesmo que as doenças não passem para os homens e fiquem restritas aos gados e criações.

Cada vez que acontece um surto de febre aftosa, grandes quantidades de bois e vacas são abatidas às pressas, incineradas e enterradas com tratores. Se comer carne já é discutível, o que se pode pensar dessa fútil demonstração de desprezo pela vida? Animais criados para serem mortos e enterrados em pilhas.

Eu reconheço, essa barbárie é inevitável para que doenças altamente contagiosas não fujam ao controle. Não há outra coisa a fazer. Mas, se os humanos não comessem carne, não haveria essas ameaças globais à saúde que surgem em matadouros e se espalham pelo ar.

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