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Centro de recepção e recolhimento de animais selvagens em Portugal inaugura novo setor

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Um túnel de voo octogonal, com um pequeno hospital incorporado, é o espaço de tratamento inovador do Centro de Recepção e Acolhimento de Animais Selvagens (CRATAS) da Universidade de Vila Real. Entre grifos, cegonhas, açores, corvos, corujas e até mesmo uma raposa, ao todo são 30 os animais selvagens em recuperação. O diretor do serviço de animais selvagens e exóticos do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (HV UTAD), Filipe Silva, informou que o CRATAS é constituído por três estruturas. A ‘grande inovação’ é o edifício octogonal, que possui um pequeno hospital para tratamento de animais selvagens.

“Foi uma ideia genial do arquiteto de incorporar o hospital no túnel de voo. É uma estrutura única na Península Ibérica”, afirmou o responsável à Agência Lusa.

Apesar de estar integrado e funcionar com as verbas do HV UTAD, o CRATAS possui instalações autônomas. Filipe Silva explicou que o edifício octogonal conjuga um túnel onde as aves selvagens podem voar ininterruptamente, sem encontrar obstáculos, e um conjunto de salas de cuidados continuados, de tratamento e de internamento, com um equipamento de Raio-X.

Além do octógono, o centro possui ainda um outro túnel de voo horizontal, com seis metros de altura e 25 de cumprimento, e 11 salas de “muda” – espaço intermédio de tratamento antes dos animais poderem ir para os túneis de voo.

O responsável explicou que, neste momento, cerca de 30 animais selvagens encontram-se em recuperação no CRATAS, desde grifos, cegonhas, açores, corvos, corujas, uma ojca (falcão que possui apenas 18 centímetros) e até mesmo uma raposa. Mas aqui também se encontram espécies raras em Portugal como o abutre negro – a maior ave de rapina que existe em Portugal, encontrada no chão sem ter conseguido completar a migração. Nas instalações está ainda um falcão peregrino que foi atingido com um tiro na área de Mirandela.

A maioria dos animais chega ao centro da UTAD no decorrer da época de caça e os ferimentos estão na maior parte dos casos relacionados com a ação humana, como tiros, atropelamentos ou má manutenção em cativeiro. Mas, segundo Roberto Sargo, os choques em consequência do contato com a rede elétrica também é causa dos ferimentos nos animais, sendo que três aves encontram-se em tratamento por este motivo.

Nos últimos dois anos, o CRATAS tratou 410 animais, sendo 90% aves, provenientes do Norte e Centro do país. De acordo com Roberto Sargo, dos animais tratados, cerca de 70/ são devolvidos à natureza.

Para garantir o máximo de sossego do centro, será criado um espaço de recuperação para corços, havendo já uma mata com a vegetação necessária para manter o animal escondido.

Fonte: Universia

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