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Vencer a crise e deixar um legado para as futuras gerações

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Só na última semana de janeiro mais de 180 mil trabalhadores foram demitidos, somando 800 mil demissões nos últimos dois meses só nas grandes empresas globais. E as previsões apontam que deveremos chegar a 260 milhões durante o ano de 2009. Vivemos numa época em que precisamos rever as nossas contas e, principalmente, os nossos hábitos.

Nesses momentos, é interessante aprender um pouco com as histórias das nações que experimentaram e venceram os tempos de guerra. Elas nos ensinam que é essencial que cortemos imediatamente todos os tipos de desperdícios, que agucemos o nosso espírito de solidariedade e que devemos cuidar todos os dias do nosso espírito, para que a nossa chama da vida não se esmoreça.

São posturas que, para se traduzirem em atitudes, necessitam de criatividade e de alegria pelas experimentações e descobertas. E isso pode ser exercitado de forma simples e lúdica. Por exemplo, que tal construir um cardápio alimentar rico em vitaminas e, melhor ainda, saboroso, que custe menos no bolso e que tenha sentido também como combate ao aquecimento global e aos maus-tratos à vida dos animais?

Em primeiro lugar, sem nenhuma intenção de ser oportunista, faça desaparecer da sua mesa qualquer tipo de carne e seus derivados. Isso fará com que você economize pelo menos 50 reais por semana, 200 reais por mês. Para você se inspirar, lá vai uma receitinha deliciosa e simples. Abra a sua geladeira e pegue todos os restinhos de verduras que estiverem por lá. Supondo que você só tenha um pouco de cenoura, batata e couve-flor, ou qualquer outra verdura como resto de repolho, vagem, acelga, couve-manteiga, quiabo, jiló, folha de cenoura, não importa: faça picadinhos deles. Pique também um pouco de cebola. Em seguida, pegue uma caçarola grande e coloque farinha de trigo e misture-a com um pouco de água e sal, até virar uma massa que tenha consistência suficiente para não escorrer. Jogue todas as suas verduras na massa, misture bem e coloque no congelador. A massa de farinha não deve ser em quantidade exagerada, só o suficiente para dar liga às verduras picadas.

Quando a massa estiver bem gelada, coloque bastante óleo de milho em uma panela funda e aqueça bastante. Pegue uma pequena porção da massa misturada com verduras picadas com uma colher e jogue no óleo e deixe fritar do jeito como ele caiu, virando só quando estiver consistente, e retire quando estiver dourada e faça escorrer o óleo excedente em local onde haja boa ventilação. Repita isso até terminar a massa. A fritadinha de verduras e legumes ficará crocante e sequinha, prontinha para ser degustada com arroz e feijão, só com arroz, com salada ou até com sopas. Você vai se impressionar não só pelo rendimento desse preparo, mas também pelo alto consumo por parte dos comensais.

É verdade que legumes e verduras têm os seus nutrientes mais bem aproveitados in natura, mas certamente é mais saudável essa fritadinha sequinha, do que a carne sangrando de alguma vida de animal dentro do estômago.

O fato de fazer esses exercícios simples de criatividade no cotidiano, como a vivência em sabores diferentes, variar os caminhos, encontrar pessoas diferentes, mudar de supermercado, estimula o nosso cérebro para a mudança de rotina e para a curiosidade e a inspiração que os caminhos que antes não pensávamos em trilhar podem oferecer.

As dificuldades na vida têm o tamanho da nossa capacidade de adaptação. Milhões de pessoas na história da humanidade venceram as tragédias das suas épocas somando forças, não perdendo de vista o sentido de viver e utilizando as suas capacidades de mudar de rumo sem medo ou vergonha. Nos dias de hoje, é preciso utilizar essa fórmula vitoriosa e somar mais uma atitude essencial: mudar a nossa dieta construída em torno de carnes de seres vivos. Atravessar essa crise econômica banindo a necessidade de violência para sobreviver será o maior legado que a sociedade poderá deixar para as futuras gerações.

A tragédia será muito maior se, após tudo isso, a humanidade não tiver aprendido que a prosperidade só poderá ser desfrutada sem percalços, quando ela estiver construída para a paz e para a busca incessante da vida que esteja em harmonia com a natureza.

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